Journey Into Healing

Dedicated to you Doc, who showed me it is all worthwhile! Você é tudo de bom!

Arquivo de agosto, 2008

História do TAROT

Acredita-se que os baralhos nasceram de lâminas sol­tas de um livro sagrado, egípcio. Os hierofantes (sacer­dotes) a fim de preservar seus conhecimentos através dos tempos, sem que os mesmos caíssem em mãos pro­fanas, anotaram . Anotaram seus mistérios nessas lâminas, ocultando sua significação sob uma simbologia hierática, es­pécie de código religioso,, só conhecido deles.

As lâminas foram copiadas e correram mundo. Os iniciados usavam-nas em manipulações que, aos leigos, pareciam ser jogos. Os soldados imitaram os iniciados, passando a usar lâminas iguais em jogos diversos, e o jogo do baralho se universalizou, percorrendo os povos conhecidos de então. Como a maioria dos países eram governados por reis e sua côrte o símbolos representantes sacerdote, da sacerdotiza, etc. passaram a ser representados por reis, rainhas e duques que, como pas­sar dos tempos, ficaram conhecidos como rei, dama, va­lete etc.

Mas o sentido mágico, místico, religioso das lâminas não se perdeu, passando a ser usados inclusive pelos ciganos, a fim de consultar o futuro, ver os acontecimen­tos e, daí o “ver a sorte”, “la buena dicha” e, como o mundo está cheio de ingênuos, desesperados, apaixona­dos e tudo o mais, o campo da cartomancia começou a ser invadido por espertalhões, que de nada entendiam, e exploravam a fé dos incautos, provocando reações, às vezes violentas, das autoridades civis, militares e religio­sas. E o baralho passou a ser apenas peças de jogos.

Os tempos passam, livros são consultados, mistérios de ontem se tornam do conhecimento popular. Assim também a significação das famosas lâminas egípcias pode, hoje em dia, ser levada a público sem quaisquer proibi­ções. Mas, como dizia Jesus Cristo, muitos serão os cha­mados, poucos os escolhidos, também na cartomancia acontece isso.

De todas as cabalcas e ciências antigas, aquela que obteve maior popularidade e crédito através dos tempos mais remotos foi, sem dúvida, a arte de conhecer o desti­no, passado, presente e futuro, pelo jogo de cartas.

Os egípcios e os romanos já a usavam, se bem que com figuras e marcas diferentes. Assim também os chi­neses, japoneses, hindus e outros povos. Naturalmente todos eles usavam simbologia diferente dos baralhos mo­dernos.

Na França, na Inglaterra e na Alemanha, durante os quase lendários domínios feudais, a cartomancia era o modo mais rápido e seguro de se conhecer o destino, e muitos senhores de feudos, barões, duques, príncipes e outros, usavam-na até mesmo para antever o resultado de uma batalha.

Na Espanha, a super-católica Espanha, desafiando o terrível poder do Santo Ofício, a famosa Santa Inquisição que vivia fazendo churrasco de gente, a arte de lançar as cartas vicejou enormemente, com incrível difusão que che­gava ao fanatismo.

O sistema de deitar cartas não é exatamente igual, variando de país a país e, até mesmo, de cartomante a cartomante. Mas isso é próprio, pois também a música, apesar de ter somente 7 notas: do, ré, mi, fá, sol, lá, si os ritmos variam de país a país, tornando-se samba, valsa, tango, bolero. Com 7 notas se vai ao infinito. Assim também as cartas.

Já em 1.299 dC, no livro “Tratado do Governo e da Família”, escrito por Sandro di Pipozza, se lê referências à cartomancia, exposta como um meio de se conseguir des­cobrir o destino das pessoas.

Antigamente dividiam-se os valores das cartas em duas grandes categorias:

1 — Na França, Bélgica, parte da Inglaterra, Suíça, Ale­manha e parte da Itália, os valores eram representa­dos por: a flor (paus), o punho de uma espada, cor respondendo cavalaria; espadas, pela ponta de uma alabarda, representando os alabardeiros; ouros, pela ponta de uma flecha, representando os arqueiros e – copas (ou coração), pela ponta de seta de uma besta (balestra) representando os besteiros. Outras difa­renças nos desenhos, que eram sempre militares, a flor (paus) nos baralhos franceses, o trifólio ou tre­vo representavam o abastecimento de víveres, co­mida; espadas representavam as armas; ouros repre­sentavam as insígnias, bandeiras, brasões etc.; copas (coração) a coragem.

Outro significado era:
*flor (paus) o camponês, o aldeão, o agricultor enfim, o homem do campo;
*es­padas, o militar, o soldado;
*ouros, o burguês, o ci­dadão rico ou de classe acima da média;
*copas (ou coração) o pároco, padre, bispo etc.
Assim repre­sentavam as 4 classes sociais da época.

2 — Na outra parte da Inglaterra, na Espanha, em Portugal e na maior parte da Itália essa simbologia era bem diferente, sendo os 4 naipes representados pelos seguintes símbolos: ouros, uma ou mais moedas; espadas, pelo desenho das próprias armas, mais semelhantes a punhais ou adagss que espadas; copas pelo desenho de uma taça, mais correspondente à palavra copa e paus por bastões ou cacetes.

Em 1932, conforme uma pintura de Giacomino Gringonneur, representando a donzela Odete divertindo Carlos VI, filho de Carlos V, imperador do Sacro Império Romano, as figuras eram as seguintes: os 4 Reis representavam o rei David, figurando o povo hebreu; Alexandre Magno, re­presentando o povo grego; Cesar, representando os roma­nos e Carlos Magno, o povo francês.

As 4 rainhas (ou damas) eram: Rachel ou Agnese So­rei, representando a beleza; Palade ou Joana D’Arc, a sa­bedoria; Judite ou Isabel da Baciera, a religião e Argine ou Maria D’Angio, mulher de Carlos VII, a hereditariedade (ou herança).

Os 4 valetes eram as 4 idades da cavalaria: Etore, o valor toriano; Orlando, o paladino de Carlos Magno; Lan­ciotto, o campeão da Távola Redonda, do rei Artur e La Hire, ardoroso capitão de Carlos VII.
O ás acredita-se, ou, segundo um conceito celta, re­presenta o princípio, o início, pois o Um é o começo de tudo.

Geralmente as cartas são fabricadas de cartão, carto­lina, etc. principalmente depois da invenção da imprensa. Na China eram lâminas de marfim, e no antigo Egito eram lâminas de ouro.

Autor desconhecido

Amigo é Casa

Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre

A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira

Com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo
nas horas incertas
sem fazer alarde, sem causar transtorno

Amigo que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber

Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer

Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer

Amigo que é amigo não puxa tapete
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.

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